CPI contra Auricchio promete investigação técnica e sem viés político, afirmam vereadores
25 de junho de 2025Comprometido com a transparência e a informação de interesse público, o Desperta São Caetano organizou os principais pontos da CPI que investiga o crescimento da dívida municipal, com base técnica e sem viés político.
A CPI para investigar a gestão fiscal do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) ganhou destaque político e jurídico nas últimas semanas. O foco está no último ano do mandato de Auricchio, em que a dívida consolidada da cidade saltou de R$ 429 milhões para R$ 824,9 milhões, além de outros R$ 300 milhões em restos a pagar.
Composição da CPI
- César Oliva (PSD) – Presidente
- Edison Parra (Podemos) – Relator
- Marcel Munhoz (Progressistas) – Membro e autor da proposta
Segundo Parra, a formação plural garante equilíbrio. “A CPI foi aprovada por ampla maioria porque há consenso de que São Caetano precisa de respostas sobre o maior endividamento da sua história. Vamos focar nas questões fiscais, contábeis, contratuais e administrativas. O trabalho será técnico, isento e transparente”, garantiu.
César Oliva, que também é líder do governo atual, subiu o tom ao rebater as declarações da vice-prefeita Regina Maura Zetone (PSD), que afirmou “estranhar” a CPI e disse, que “nunca se sabe como vai acabar”, em referência ao fato de que os próprios vereadores que hoje compõem a CPI aprovaram os contratos da gestão passada.
“A comissão está formada e não será palco para disputas políticas. Temos um escopo bem definido e quem quiser colaborar, será ouvido, mas a agenda será decidida com base legal e técnica. Ninguém vai politizar a CPI”, reforçou Oliva.
O ex-prefeito Auricchio, declarou que a CPI tem natureza política e que “nada foi feito sem conhecimento e participação da Câmara”. Ele também questiona o fato de que muitos dos vereadores agora críticos faziam parte de sua base.
O atual prefeito, Tite Campanella (PL), discordou*. “A Câmara tem o dever de apurar. A gestão financeira não pertence aos vereadores. Cabe a nós dar respostas à sociedade”, declarou.
Caso a investigação aponte atos dolosos ou má-fé administrativa, o relatório final será encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo , que poderá acolher a denúncia e levar o caso à Justiça. Uma eventual condenação pode tornar o ex-prefeito inelegível.




